O flutuante da rampa de acesso do trapiche de Icoaraci, em Belém, submergiu novamente em agosto depois de passar por intervenção de reparo. A estrutura comprometida impede o embarque e o desembarque seguro de passageiros e mercadorias que atendem às ilhas do entorno.
Segundo reportagem do G1, a reincidência foi registrada no dia 28 de agosto e expõe falha na manutenção executada recentemente. O equipamento é a principal ligação marítima para comunidades ilhéus que dependem do transporte fluvial para acesso a serviços, comércio e deslocamento urbano.
Trabalhadores que operam no terminal já haviam alertado para o mesmo problema em maio deste ano. À época, a estrutura apresentou instabilidade e exigiu intervenção emergencial, mas a solução aplicada não impediu o novo afundamento do flutuante.
A Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de Belém foi acionada para vistoriar o local e definir novo cronograma de obras. Enquanto a reparação definitiva não ocorre, moradores e permissionários relatam prejuízos na logística de abastecimento e no fluxo de passageiros diário.
O episódio reforça a fragilidade de terminais fluviais na Amazônia, onde a oscilação do nível dos rios e a ação do tempo exigem projetos de engenharia adaptados e fiscalização contínua. A falta de manutenção preventiva transforma reparos pontuais em soluções temporárias.
A repetição do problema no trapiche de Icoaraci evidencia a necessidade de planejamento de longo prazo para infraestrutura portuária na região.