A paciente Roseli Mendes, de 60 anos, desapareceu na manhã desta quarta-feira enquanto estava internada no Hospital Santa Casa, em Curitiba. A unidade de saúde confirmou a evasão e informou que acionou as autoridades policiais, além de oferecer acolhimento à família.
Em nota oficial, a Santa Casa declarou que a ausência foi identificada pela equipe de enfermagem e que o setor de segurança iniciou buscas imediatas nas dependências do hospital. A direção afirmou que colabora com a investigação policial e que revisa procedimentos internos de monitoramento de pacientes.
Segundo reportagem do G1, câmeras de vigilância estão sendo analisadas para reconstituir a trajetória da paciente desde a última checagem de leito até o momento em que deixou de ser localizada. A polícia civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do desaparecimento.
O caso reacende o debate sobre protocolos de contenção e vigilância em unidades de saúde públicas. Especialistas em segurança do paciente apontam que a ausência de barreiras físicas em áreas de circulação comum e a falha na checagem de leitos em intervalos regulares estão entre as falhas mais frequentes em episódios de evasão hospitalar.
Para quem tem familiares internados, a recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é solicitar à equipe médica o plano de cuidado individualizado, que deve prever medidas de supervisão compatíveis com o risco de desorientação ou fuga do paciente.
A investigação em andamento deve esclarecer se houve falha de procedimento ou se a paciente conseguiu burlar os controles existentes, o que orientará eventuais mudanças nos protocolos de segurança hospitalar.