Em setembro de 1987, Goiânia enfrentou um dos maiores acidentes radiológicos do mundo, quando um aparelho de radioterapia com césio-137 foi desmontado por catadores no Setor Aeroporto, segundo o G1. Quase quatro décadas depois, os locais afetados passaram por significativas transformações.
A casa na Rua 57, epicentro da tragédia, foi descontaminada e hoje abriga o Memorial do Césio-137. Este espaço preserva parte da estrutura original e serve como um centro educacional sobre segurança nuclear, recebendo estudantes e pesquisadores.
Outro local emblemático, a clínica onde o equipamento estava, também foi isolada e limpa. Ainda mantém a pintura rosa no asfalto, que demarca a antiga área de risco, como um lembrete permanente da tragédia.
Recentemente, o acidente voltou aos holofotes com o documentário 'Césio 137: O Acidente' e vídeos da comunicadora Isa Bosco, que reacenderam o interesse público, especialmente entre os jovens que não vivenciaram o evento.
Goiânia, que se modernizou ao longo dos anos, integra esses locais históricos ao seu cotidiano, transformando cicatrizes em lições de memória e prevenção, refletindo sobre a importância da segurança nuclear.