A organização funcional das cozinhas profissionais, desenhada para encurtar percursos e agilizar tarefas repetitivas, passa a orientar projetos residenciais em Goiânia. A abordagem privilegia a disposição das áreas de trabalho em vez da estética industrial.
O método parte da sequência lógica de uso: retirar os alimentos, higienizá-los e só então preparar. Para atender a esse fluxo, ganham espaço cubas de maior volume, metais com alcance estendido e bancadas setorizadas para lavagem, preparo e apoio, segundo reportagem do G1.
Em Goiânia, escritórios de arquitetura e lojas especializadas começam a especificar produtos da linha DAX para viabilizar essa dinâmica. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO) e o Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO) foram consultados sobre a adesão local à tendência.
As soluções incluem cubas que acomodam panelas grandes sem respingos, torneiras com bica móvel que alcançam diferentes pontos da bancada e superfícies planejadas com zonas úmidas e secas bem delimitadas. A proposta elimina idas e vindas desnecessárias entre geladeira, pia e fogão.
A mudança reflete uma demanda por praticidade no dia a dia doméstico. Moradores que cozinham com frequência percebem ganho de tempo e redução de esforço físico quando a cozinha segue a mesma lógica de um ambiente profissional.
A transferência de conceitos de cozinhas industriais para residências mostra como o design funcional pode melhorar a rotina sem abrir mão da identidade do lar.