Um esquema que usava salas comerciais alugadas e entrevistas virtuais para roubar dados de candidatos foi desarticulado com a prisão de um homem no Mato Grosso do Sul. A ação conjunta das polícias civis da Bahia e do MS mirou um golpe que prometia vagas com remuneração de aproximadamente R$ 8 mil.
O suspeito alugou um escritório na Avenida Getúlio Vargas, em Feira de Santana, para dar aparência de legitimidade ao recrutamento. Pelo WhatsApp, ele abordava trabalhadores com propostas atrativas e pedia que ativassem câmera e microfone durante a suposta entrevista, etapa em que capturava imagens e áudios para uso posterior em fraudes bancárias ou clonagem de identidade.
A prisão ocorreu nesta terça-feira (27) depois de investigação que cruzou dados das duas unidades da federação. Segundo reportagem do G1, o trabalho integrado permitiu localizar o investigado no Centro-Oeste e cumprir o mandado expedido pela Justiça baiana.
Para quem busca recolocação, alguns indícios ajudam a separar oportunidades reais de armadilhas: empresas sérias não costumam exigir ativação de câmera na primeira conversa, nem solicitam documentos pessoais ou bancários antes de contrato assinado. Ofertas com salários muito acima do mercado e pressão para decisões imediatas também são bandeiras vermelhas.
Caso receba proposta suspeita, a orientação é não clicar em links enviados, não compartilhar tela e verificar o CNPJ da contratante no site da Receita Federal. Denúncias podem ser feitas à delegacia de crimes cibernéticos ou pelo canal 197 da Polícia Civil.
A desarticulação do grupo mostra como golpes de recrutamento evoluíram para estruturas físicas e digitais combinadas. Manter a cautela em processos seletivos virtuais continua sendo a melhor defesa.