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Brasil

EUA decidem sobre tarifas ao Brasil; produtores de Goiás temem impacto na soja e carne

Governo Lula aguarda detalhes da medida para responder; Centro-Oeste é um dos principais exportadores para os EUA

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Redação Biscoitei
13 de julho de 2026, 00:48 2 min de leitura
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EUA decidem sobre tarifas ao Brasil; produtores de Goiás temem impacto na soja e carne
Foto: Reprodução/og:image

Na quarta-feira, 15 de maio de 2024, os Estados Unidos anunciarão se imporão tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, incluindo soja e carne, em resposta a alegações de desmatamento ilegal e práticas comerciais desleais. O governo federal aguarda a dimensão exata da decisão para calibrar sua reação, enquanto produtores do Centro-Oeste, especialmente em Goiás, se preparam para possíveis perdas no mercado norte-americano.

Goiás é o sexto maior exportador brasileiro de produtos agroindustriais, com destaque para soja, milho e carne bovina — itens que respondem por parte significativa das vendas ao mercado norte-americano. Se as tarifas forem aplicadas, os custos de exportação aumentarão, reduzindo a competitividade dos produtos goianos nos EUA e pressionando os preços no mercado interno. A dependência do estado nesse destino comercial torna a decisão da Casa Branca crítica para a economia rural da região.

Segundo o G1, a proposta de Donald Trump, feita em 1º de junho de 2024, se baseia em investigações da Administração de Comércio Internacional dos EUA sobre supostas irregularidades ambientais e de propriedade intelectual no Brasil. O governo Lula mantém canais diplomáticos abertos, mas evita respostas precipitadas, preferindo avaliar a extensão das tarifas — se serão aplicadas a todos os produtos ou apenas a segmentos específicos — antes de definir sua estratégia.

Historicamente, os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne e o terceiro em soja, com o Centro-Oeste respondendo por mais de 60% dessas vendas. Em 2023, Goiás enviou mais de US$ 2,5 bilhões em produtos agroindustriais aos Estados Unidos, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura. Tarifas elevadas podem forçar os exportadores a buscar novos mercados, com custos logísticos e de adaptação que pequenos e médios produtores dificilmente suportarão.

Em Goiânia, associações de produtores já iniciam reuniões de emergência com representantes do Ministério da Agricultura para mapear alternativas, como o aumento de vendas para a Ásia e a União Europeia. Contudo, a infraestrutura logística e os acordos comerciais existentes ainda não compensam a perda imediata de acesso ao mercado norte-americano, que oferece preços mais estáveis e maior demanda.

A decisão dos EUA pode redefinir o mapa das exportações agroindustriais do Centro-Oeste, colocando em xeque a sustentabilidade de um modelo econômico que depende fortemente do comércio com os Estados Unidos.

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