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Brasil

Vereador de Taubaté usa estrela amarela nazista em sessão na Câmara

Alberto Barreto (PRD) exibiu símbolo da perseguição a judeus; entidades cobram posicionamento da Casa

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Redação Biscoitei
03 de novembro de 2026, 22:31 2 min de leitura
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Vereador de Taubaté usa estrela amarela nazista em sessão na Câmara
Foto: Reprodução/og:image

O vereador Alberto Barreto (PRD) vestiu uma camiseta com a estrela amarela de seis pontas, símbolo imposto pelos nazistas aos judeus em 1938, durante sessão na Câmara Municipal de Taubaté, no interior de São Paulo. O episódio ocorreu 81 anos após a queda do Terceiro Reich e provocou reação imediata de entidades de memória do Holocausto e nas redes sociais.

A estrela, com linhas pretas sobre fundo amarelo, foi determinada por ordem de Reinhard Heydrich, chefe do Departamento Central de Segurança do Reich, como marca de isolamento e humilhação. O uso do emblema por um parlamentar reacendeu o debate sobre a banalização de símbolos de ódio no espaço público e a responsabilidade de agentes eleitos na preservação da memória histórica.

Segundo reportagem do G1, a Confederação Israelita do Brasil (CONIB) classificou o gesto como ofensivo e perigoso, exigindo que a Câmara adote medidas concretas. Nas redes sociais, usuários cobraram cassação do mandato e abertura de processo no Conselho de Ética da Casa.

Em Goiás, a discussão encontra eco em projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa voltados à educação sobre o Holocausto nas escolas da rede estadual. As propostas preveem a inclusão do tema no currículo e a realização de atividades anuais de conscientização, com o objetivo de combater o antissemitismo e outras formas de intolerância.

A Câmara de Taubaté ainda não se manifestou oficialmente sobre providências internas. Especialistas em direito constitucional ouvidos pela imprensa nacional apontam que a conduta pode configurar quebra de decoro parlamentar, passível de sanções que vão de censura a perda do mandato.

O episódio expõe a urgência de mecanismos institucionais que impeçam a instrumentalização de símbolos de genocídio por detentores de mandato, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de políticas educacionais contínuas sobre o Holocausto.

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