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Brasil

Bring Me The Horizon transforma Rock in Rio em experiência de videogame no Palco Mundo

Banda britânica celebra 22 anos de carreira com show que mistura nostalgia, interatividade e referências a jogos eletrônicos

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Redação Biscoitei
06 de setembro de 2026, 07:30 2 min de leitura
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Bring Me The Horizon transforma Rock in Rio em experiência de videogame no Palco Mundo
Foto: Reprodução/og:image

O grupo britânico Bring Me The Horizon subiu ao Palco Mundo do Rock in Rio no sábado (5) para uma apresentação que fugiu do formato tradicional de festival. Com 22 anos de estrada, a banda liderada por Oliver Sykes entregou um espetáculo descrito como grandioso e nostálgico, estruturado como se fosse uma partida de videogame jogada em português.

A performance marcou a sexta passagem do quinteto pelo Brasil e integrou a programação do segundo dia do festival. Segundo reportagem do G1, a cenografia e a dinâmica do show remeteram a fases de jogo, com telões exibindo interfaces gráficas e o vocalista interagindo com o público como se comandasse um personagem em tela.

Sykes brincou com a plateia ao sugerir uma troca do Rio de Janeiro por São Paulo, arrancando reações da multidão. O setlist percorreu diferentes eras da banda, do metalcore inicial ao pop experimental mais recente, costurado por uma narrativa visual que transformou cada música em uma "fase" distinta.

A proposta de gamificação não se limitou ao visual: a banda usou samples, transições sincronizadas e até momentos de "game over" simulado, quebrando a quarta parede entre palco e plateia. A estratégia reflete a evolução do grupo, que saiu da cena underground de Sheffield para headliner um dos maiores festivais do mundo sem abandonar a experimentação.

O formato inovador levanta discussões sobre como grandes festivais podem incorporar linguagens digitais para engajar plateias jovens. A estrutura do show — com progressão de dificuldade, chefes de fase e recompensas visuais — dialoga diretamente com a estética de games que domina o consumo cultural da geração Z.

Ao transformar o palco em uma arena interativa, Bring Me The Horizon reforça que o rock de arena pode se reinventar sem perder a identidade pesada que o consagrou.

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