A ré Larissa de Souza Batista afirmou em juízo que o produto despejado no copo de açaí do namorado era leite condensado, não veneno de rato. A declaração ocorreu durante audiência no fórum de Ribeirão Preto, onde ela responde por tentativa de homicídio qualificado contra Adenilson Ferreira Parente.
Imagens de câmera de segurança mostram a suspeita mexendo no recipiente antes de entregá-lo à vítima, que passou mal logo após ingerir a sobremesa. O Ministério Público aponta que a substância seria chumbinho, raticida de venda controlada, e pediu a manutenção da prisão preventiva.
Segundo reportagem do G1, a defesa alega que não há prova material do veneno no organismo do rapaz e que o vídeo não permite identificar o conteúdo da embalagem manipulada pela acusada. Laudos periciais ainda são aguardados para confirmar a presença de agente tóxico.
O caso reacende o debate sobre violência doméstica com uso de alimentos como arma, modalidade que dificulta a detecção imediata e costuma deixar poucos vestígios visíveis. Especialistas em direito penal observam que a materialidade do crime depende da comprovação técnica da substância letal.
A decisão sobre a prisão da ré deve sair nas próximas semanas, após a juntada dos laudos periciais e o depoimento de testemunhas.