Antônio Victor de Araújo Ferreira, conhecido como Moskou, teve absolvição confirmada nesta quinta-feira (5) pelo tribunal cearense. Ele respondeva por tentativa de homicídio contra cinco pessoas, mas foi condenado por integrar grupo armado.
A decisão judicial encerrou o julgamento sobre o ataque a tiros ocorrido em 2025 na capital cearense. Segundo a apuração, o crime teria sido praticado como retaliação ao assassinato da namorada e da irmã dela. O réu foi solto após o veredito, mas continuará respondendo por outras pendências ligadas à facção.
O caso ganhou destaque na imprensa cearense ao revelar a dinâmica de vingança entre facções rivais. A reportagem aponta que a ordem para o ataque partiu do interior da prisão, onde Moskou mantinha contato com membros da organização. Testemunhas relataram tensão entre grupos antes do episódio violento.
A condenação por organização criminosa mantém Moskou vinculado ao grupo mesmo com a absolvição do crime mais grave. A defesa argumentou falta de provas diretas de autoria no ataque, enquanto a promotoria destacou depoimentos que ligavam o réu ao planejamento da retaliação.
O veredito reforça a complexidade dos processos criminais ligados a facções no Ceará e demonstra que absolvições podem ocorrer mesmo em casos de grande repercussão pública.