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Brasil

Sete pacientes morrem em uso compassivo de polilaminina no Brasil

Laboratório Cristália oferecia substância fora de estudo clínico; mais de cem pessoas já receberam o tratamento

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Redação Biscoitei
07 de agosto de 2026, 13:30 2 min de leitura
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Sete pacientes morrem em uso compassivo de polilaminina no Brasil
Foto: Reprodução/og:image

Sete pacientes faleceram após receberem polilaminina em regime de uso compassivo no Brasil desde fevereiro. O tratamento, desenvolvido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, passou a ser disponibilizado pelo Laboratório Cristália fora dos protocolos de pesquisa clínica. Mais de cem pessoas já foram submetidas à substância no país.

A disponibilização da polilaminina em uso compassivo começou após o laboratório obter autorização para fornecer o medicamento a pacientes sem alternativas terapêuticas, segundo reportagem do G1. A modalidade permite o acesso a fármacos ainda em investigação quando não há opções aprovadas para a condição do paciente.

A pesquisadora Tatiana Sampaio coordena os estudos com a substância e acompanha os desfechos dos casos. O uso compassivo difere de ensaios clínicos por não seguir protocolo controlado de randomização e cegamento, o que dificulta a avaliação sistemática de eficácia e segurança.

Órgãos de vigilância sanitária monitoram os relatos de eventos adversos graves associados à polilaminina. A morte de sete pacientes em poucos meses acende alerta sobre o perfil de risco do composto quando administrado fora do ambiente controlado de pesquisa.

Pacientes e familiares relatam ter buscado o tratamento diante de prognósticos reservados. A expansão do acesso antes da conclusão dos estudos de fase 3 gera debate entre especialistas sobre o equilíbrio entre esperança terapêutica e proteção da saúde pública.

A evolução dos casos reforça a necessidade de transparência nos dados de segurança e de critérios rigorosos para expansão de tratamentos experimentais.

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