O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos 80 anos, confirmou presença no segundo turno da eleição presidencial de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A disputa pelo quarto mandato do petista ocorre em 25 de outubro, em meio a debates sobre a continuidade de políticas federais.
A trajetória de Lula — da prisão em 2018 ao retorno ao Planalto em 2022 — volta ao centro do debate nacional, segundo reportagem do G1. A campanha atual enfatiza a experiência acumulada em três mandatos anteriores e a defesa de programas sociais ampliados nos últimos quatro anos.
Flávio Bolsonaro, herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, consolida-se como principal opositor ao reunir apoio do campo conservador e de setores do agronegócio. A polarização entre os dois projetos nacionais repete o padrão de 2022, agora com novos atores e a ausência do ex-mandatário na cabeça de chapa.
No plano federativo, a reeleição de Lula sinaliza manutenção de investimentos em infraestrutura logística que cortam Goiás, como a Ferrovia Norte-Sul e a BR-153, além de linhas de crédito para o agronegócio via BNDES. Programas de transferência de renda e de habitação popular também tendem a seguir as diretrizes atuais.
O estado recebeu, nos últimos anos, recursos do PAC para duplicação de trechos da BR-060 e ampliação de sistemas de abastecimento de água no Entorno do Distrito Federal. A continuidade desses repasses depende da articulação da bancada goiana no Congresso com o futuro governo federal.
O desfecho do segundo turno definirá a orientação de políticas que chegam diretamente aos municípios goianos, da malha viária aos benefícios sociais.