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Brasil

Sergipe lidera participação feminina nas candidaturas de 2026 com 38,97%

Estado nordestino supera média nacional; Goiás tem espaço para crescer e pode adotar mecanismos semelhantes

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Redação Biscoitei
07 de setembro de 2026, 15:30 2 min de leitura
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Sergipe lidera participação feminina nas candidaturas de 2026 com 38,97%
Foto: Reprodução/og:image

Sergipe registrou a maior proporção de candidatas mulheres entre todos os estados nas Eleições Gerais de 2026. Das 408 candidaturas homologadas, 159 são de mulheres, o equivalente a 38,97% do total, segundo dados da Justiça Eleitoral.

O percentual coloca o estado à frente da média nacional, que gira em torno de 33%, e reflete regras partidárias que exigem destinação de recursos e tempo de propaganda para campanhas femininas. A legislação prevê cota mínima de 30%, mas Sergipe ultrapassou esse patamar com folga.

Segundo reportagem do G1, a Justiça Eleitoral sergipana atribui o resultado a fiscalização rigorosa das prestações de contas e a programas de formação política voltados para mulheres. Partidos que não cumprem a cota têm registro de chapa indeferido.

Em Goiás, a representação feminina nas chapas permanece abaixo da marca atingida pelo estado nordestino. Especialistas ouvidos pela imprensa nacional apontam que a diferença decorre, em parte, da aplicação menos uniforme das sanções previstas em lei.

A experiência sergipana mostra que a combinação de cobrança judicial, transparência nos repasses do fundo partidário e capacitação prévia de pré-candidatas eleva a competitividade real das mulheres. Replicar esse modelo em Goiás depende de articulação entre Ministério Público Eleitoral, tribunais regionais e dirigentes partidários locais.

O caso de Sergipe demonstra que a cota de gênero deixa de ser letra morta quando há consequência prática para o descumprimento. Para Goiás, o caminho passa por transformar a obrigação legal em prática partidária cotidiana.

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