No segundo turno de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou sua votação em Roraima em 9.085 votos na comparação com a primeira etapa, enquanto Jair Bolsonaro (PL) registrou redução de 11.647 sufrágios no mesmo período. Os dados constam no sistema de divulgação do Tribunal Superior Eleitoral.
A variação ocorreu entre 2 de outubro, data do primeiro turno, e 30 de outubro, quando o petista foi eleito para o terceiro mandato. Em Roraima, a migração de eleitores que não compareceram ou mudaram de opção beneficiou o candidato do PT, invertendo a vantagem numérica observada na etapa inicial.
Segundo reportagem do G1 Roraima, o estado foi um dos poucos onde o então presidente em exercício perdeu votos absolutos entre as duas rodadas, fenômeno que contrasta com o comportamento majoritário em outras unidades da federação. O levantamento considera apenas votos válidos, excluindo brancos e nulos.
A diferença de 20.732 votos a favor de Lula na soma das duas variações reflete, em parte, a abstenção diferenciada entre os turnos e a captação de votos de eleitores de candidatos eliminados na primeira fase. O TSE não detalha, no agregado público, a origem exata de cada voto migrado.
Em nível nacional, o petista somou quase 60,3 milhões de votos no segundo turno contra 58,2 milhões de Bolsonaro, garantindo a vitória com 50,9% dos válidos. O padrão de ampliação da votação do vencedor e estagnação ou queda do adversário repetiu-se na maioria dos estados, embora com intensidades distintas.
O caso roraimense ilustra como a dinâmica de segundo turno pode redesenhar mapas eleitorais locais mesmo quando a tendência nacional já está consolidada.