A Sabesp anunciou na quinta-feira (29) que realizará novos testes na água que abastece Itapeva, no interior de São Paulo, depois que o Instituto Adolfo Lutz confirmou a presença do protozoário Cryptosporidium spp. O surto de gastroenterite já registrou 2,6 mil casos entre setembro e outubro, levando à suspensão das aulas na rede municipal.
O laboratório de referência estadual identificou o parasita em amostras coletadas no sistema de abastecimento. O Cryptosporidium afeta as células do intestino delgado e causa diarreia prolongada, vômitos e febre, sendo resistente ao cloro usado no tratamento convencional.
Segundo reportagem do G1, a companhia informou que investiga a origem da contaminação e vai intensificar o monitoramento em pontos estratégicos da rede. Técnicos da Sabesp e da vigilância sanitária estadual trabalham para definir a extensão do problema.
A prefeitura decretou situação de emergência em saúde pública e orienta a população a ferver a água antes do consumo. Unidades de saúde registraram aumento expressivo na procura por atendimento, com filas para hidratação venosa e exames laboratoriais.
Surto semelhantes já ocorreram em outras cidades brasileiras, geralmente associados a falhas no tratamento ou contaminação de mananciais por esgoto. O parasita pode sobreviver por longos períodos no ambiente e sua transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados.
A investigação em andamento determinará as medidas definitivas para conter o surto e garantir a segurança do abastecimento na região.