Uma onda de manifestações espalhou-se por várias cidades europeias no sábado, com desdobramentos mais graves na França, onde a polícia efetuou mais de mil detenções. Em Lyon, fogos de artifício foram arremessados contra agentes, que revidaram com gás lacrimogêneo. A capital parisiense também registrou confrontos ao final dos atos.
Segundo reportagem do G1, a escalada de tensão ocorreu em meio a convocatórias de grupos diversos, sem pauta única aparente, o que dificultou a ação preventiva das forças de segurança. A polícia francesa mobilizou contingente reforçado nas principais áreas urbanas desde as primeiras horas da manhã.
Em Lyon, vídeos que circulam em redes sociais mostram projetos pirotécnicos explodindo próximo a cordões de isolamento, enquanto nuvens de gás se espalham por ruas do centro. A prefeitura do Rhône confirmou dezenas de feridos leves, entre manifestantes e policiais, e danos a mobiliário urbano e vitrines comerciais.
Paris viveu cenário semelhante no fim da tarde, quando grupos se concentraram nas proximidades da Praça da Bastilha e da Place de la République. Unidades de intervenção usaram canhões de água e gás para dispersar manifestantes que ergueram barricadas com lixeiras e tapumes de obras.
Agências internacionais como France 24 e Reuters relatam que o número de prisões supera o registrado em jornadas anteriores de protesto no país. O Ministério do Interior francês ainda não divulgou balanço consolidado por cidade, mas adiantou que a maioria das detenções ocorreu por porte de objetos contundentes, danos ao patrimônio e desobediência.
A multiplicidade de focos de tensão simultâneos pressiona as autoridades a rever protocolos de inteligência e gestão de multidão nas próximas semanas.