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Brasil

Prefeitura de Ubatuba toca trecho nazista de hino alemão em recepção oficial

Primeira estrofe do Deutschlandlied não é usada oficialmente pela Alemanha desde 1952; episódio gerou desconforto em delegação

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Redação Biscoitei
31 de outubro de 2026, 19:00 2 min de leitura
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Prefeitura de Ubatuba toca trecho nazista de hino alemão em recepção oficial
Foto: Reprodução/og:image

A Prefeitura de Ubatuba executou a primeira estrofe do hino nacional alemão durante recepção a uma delegação das cidades de Homberg (Efze) e Wolfhagen. O trecho, conhecido como Deutschlandlied, é historicamente associado ao período nazista e não é mais utilizado oficialmente pela Alemanha desde 1952.

A visita ocorria no âmbito do projeto Hans Staden, iniciativa de intercâmbio cultural e institucional entre os municípios brasileiros e alemães. Segundo reportagem do G1, a execução do trecho inadequado causou constrangimento imediato entre os integrantes da delegação estrangeira, que esperavam ouvir apenas a terceira estrofe — a única adotada como hino oficial pela República Federal da Alemanha.

O vereador local Charles Menezes (PSDB) classificou o episódio como "falha grave de protocolo" e cobrou explicações da administração municipal. A primeira estrofe, que começa com "Deutschland, Deutschland über alles", foi adotada pelo regime nazista e permanece vetada em cerimônias oficiais alemãs há mais de sete décadas.

O projeto Hans Staden prevê cooperação em áreas como turismo, educação e desenvolvimento econômico entre Ubatuba e as cidades parceiras. A gafe diplomática expõe a necessidade de assessoria especializada em protocolo internacional para evitar que símbolos sensíveis comprometam relações institucionais.

Até o momento a Prefeitura de Ubatuba não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O silêncio da gestão municipal contrasta com a repercussão nas redes sociais e na imprensa alemã, onde veículos como a Deutsche Welle noticiaram o incidente como exemplo de desconhecimento histórico.

O episódio reforça a importância de preparo técnico em relações internacionais, mesmo em escalas municipais, para que intercâmbios culturais não sejam ofuscados por erros evitáveis de protocolo.

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