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Brasil

Prazo para tarifas dos EUA termina em 15 de julho; produtores de Goiás temem impacto na carne e soja

Ameaça de cobrança de até 37,5% sobre exportações pode elevar custos e reduzir receitas de agroindústrias goianas

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 05:47 2 min de leitura
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Prazo para tarifas dos EUA termina em 15 de julho; produtores de Goiás temem impacto na carne e soja
Foto: Reprodução/og:image

O prazo para os Estados Unidos decidirem sobre novas tarifas sobre produtos brasileiros termina em 15 de julho de 2024, e o Brasil corre contra o relógio para evitar aumentos que podem atingir até 37,5%. Setores estratégicos para Goiás, como carne e soja, estão entre os mais ameaçados, com impacto direto na renda dos produtores rurais e nos preços dos alimentos no varejo local.

As tarifas propostas pelo governo dos EUA, anunciadas em junho, visam produtos como açúcar, etanol, carne bovina e aeronaves. Para Goiás, principal estado produtor de carne do Centro-Oeste e um dos maiores exportadores de soja, o risco é imediato: mais de 40% da produção de carne bovina goiana é destinada ao mercado norte-americano, segundo dados do Ministério da Agricultura. Qualquer aumento tributário pode reduzir a competitividade das agroindústrias locais e desestimular novos investimentos no setor.

Segundo o G1, equipes técnicas dos dois países estão em negociações intensas nesta semana, na tentativa de adiar ou suavizar a medida. O Ministério da Economia brasileiro busca um acordo antes da data-limite, mas fontes indicam que as negociações estão em fase crítica, com os EUA mantendo posição rígida. A ameaça de tarifas faz parte de uma estratégia mais ampla dos EUA para reequilibrar o comércio com nações consideradas concorrentes estratégicas.

Historicamente, os EUA já impuseram tarifas semelhantes em 2018 sobre aço e alumínio brasileiros, o que reduziu as exportações em cerca de 15% no ano seguinte. A experiência mostra que mesmo pequenos aumentos tributários geram efeitos em cadeia: produtores reduzem a produção, indústrias demitem e, no varejo, o consumidor paga mais por cortes de carne e derivados de soja — como óleo e farelo — que são usados em alimentos processados.

Em Goiânia, onde estão sediadas grandes cooperativas e frigoríficos, o clima é de expectativa tensa. A Associação dos Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja-GO) já alertou que, se as tarifas forem aplicadas, a margem de lucro dos produtores pode cair até 25%. Isso pode levar à redução da área plantada na próxima safra e afetar diretamente o abastecimento de alimentos em todo o estado, com reflexos nos preços nos supermercados locais.

A decisão dos EUA nos próximos dias pode definir o rumo das exportações goianas nos próximos anos. O tempo é curto, e o impacto no bolso do produtor e do consumidor é real e imediato.

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