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Brasil

Paciente que cantou Legião Urbana em cirurgia cerebral morre após batalha contra câncer

Fábio Aparecido Pereira dos Reis, 51 anos, tornou-se conhecido após vídeo de craniotomia acordada viralizar; ele faleceu em setembro de 2024

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Redação Biscoitei
04 de novembro de 2026, 10:31 2 min de leitura
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Paciente que cantou Legião Urbana em cirurgia cerebral morre após batalha contra câncer
Foto: Reprodução/og:image

O supervisor de engenharia Fábio Aparecido Pereira dos Reis, de 51 anos, morreu em setembro de 2024 após enfrentar um tumor cerebral. Meses antes, ele protagonizou uma cena incomum ao tocar violão e cantar "Tempo Perdido", da Legião Urbana, durante a própria cirurgia de craniotomia no Hospital das Clínicas de Marília, no interior de São Paulo.

A cirurgia ocorreu com o paciente acordado para que a equipe médica pudesse monitorar funções neurológicas em tempo real durante a retirada do tumor. Fábio escolheu a música da banda brasiliense como forma de manter a calma e testar a fala e a coordenação motora enquanto os médicos operavam áreas sensíveis do cérebro.

Segundo reportagem do G1, o vídeo do procedimento ganhou repercussão nacional ao mostrar o paciente cantando e tocando enquanto a equipe trabalhava. Familiares relataram que a música era a grande paixão de Fábio, presente em momentos familiares e em apresentações amadoras ao longo da vida.

A craniotomia acordada é indicada quando o tumor está próximo de regiões que controlam a fala, o movimento ou a sensibilidade. O paciente não sente dor no cérebro, que não possui receptores dolorosos, e colabora com tarefas como falar, mover membros ou, no caso de Fábio, tocar um instrumento.

O Hospital das Clínicas de Marília divulgou nota lamentando a morte e destacando a coragem do paciente. A unidade é referência em neurocirurgia de alta complexidade no interior paulista e realiza procedimentos com monitoramento neurofisiológico intraoperatório desde a década de 2010.

A história de Fábio ilustra como a humanização do atendimento e a participação ativa do paciente podem transformar um procedimento de alto risco em um momento de dignidade e conexão.

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