A Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustível no Rio de Janeiro que teriam operado com licença irregular. O documento apresenta assinatura datada de 2023 de um secretário que morreu em 2020. A suspeita recai sobre movimentações que somam cerca de R$ 32 milhões.
Segundo reportagem do G1, a licença de funcionamento foi emitida com a assinatura de uma autoridade que não estava mais viva na data do documento. A discrepância temporal foi identificada durante a análise de papéis apreendidos na operação.
Os estabelecimentos teriam usado a autorização irregular para dar aparência de legalidade a operações financeiras suspeitas. A PF apura se há servidores públicos envolvidos na emissão ou validação do documento fraudado.
O caso expõe falhas no controle de cadastros e na verificação de assinaturas em órgãos de fiscalização. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a checagem de óbitos em bases de dados oficiais poderia evitar a reutilização de nomes de autoridades falecidas.
A situação serve de alerta para órgãos de fiscalização em outros estados, incluindo Goiás, sobre a necessidade de revisão periódica de cadastros e validação cruzada de documentos de licenciamento.
A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos.