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Brasil

Jovem de 24 anos é morta a tiros pelo namorado ao devolver caminhonete em Rifaina

Priscila Lacerda viajou 100 km para encerrar relacionamento e foi assassinada na frente do irmão e de uma amiga; suspeito está foragido

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Redação Biscoitei
29 de outubro de 2026, 12:03 2 min de leitura
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Jovem de 24 anos é morta a tiros pelo namorado ao devolver caminhonete em Rifaina
Foto: Reprodução/og:image

Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi morta a tiros pelo namorado João Roberto Bolelli durante a devolução de uma caminhonete em Rifaina, no interior de São Paulo. A jovem havia viajado cem quilômetros acompanhada do irmão e de uma amiga para encerrar o relacionamento e devolver o veículo ao pecuarista.

Segundo reportagem do G1, Priscila relatou à família ter sofrido ameaças e agressões nos dias anteriores ao encontro. A presença do irmão e da amiga servia como proteção para a entrega do veículo, que estava em nome do suspeito.

Durante a devolução, houve um desentendimento entre o casal. Bolelli sacou uma arma e atirou contra a jovem, que morreu no local. O crime ocorreu na frente das duas testemunhas, que acionaram a polícia imediatamente após os disparos.

O pecuarista fugiu antes da chegada das viaturas e é procurado pelas autoridades. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, com agravante de violência doméstica prévia. A arma usada no crime não foi localizada até o momento.

Dados do Ministério das Mulheres mostram que o Ligue 180 recebeu mais de 600 mil denúncias de violência contra a mulher apenas no primeiro semestre de 2026. A Lei Maria da Penha prevê medidas protetivas de urgência que podem ser solicitadas em qualquer delegacia, sem necessidade de boletim de ocorrência prévio.

Especialistas em segurança pública reforçam que o período de término de relacionamento costuma concentrar o maior risco de letalidade para mulheres vítimas de violência doméstica. O acompanhamento por rede de apoio e a comunicação prévia às autoridades são estratégias recomendadas para reduzir a vulnerabilidade.

O caso reacende o alerta sobre a escalada da violência doméstica para feminicídio e a importância de canais de denúncia e medidas protetivas acessíveis.

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