O Maranhão contabilizou 972 incêndios em imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais entre janeiro e outubro deste ano, conforme dados do Corpo de Bombeiros Militar do estado. O número representa aumento de aproximadamente 33% frente às 732 ocorrências registradas no mesmo intervalo de 2025.
Segundo reportagem do G1 Maranhão, as principais causas identificadas pela corporação são falhas em instalações elétricas, ausência de manutenção preventiva e sobrecarga de equipamentos. O levantamento abrange todos os municípios maranhenses e foi divulgado nesta semana pela corporação.
O crescimento expressivo ocorre em um cenário de maior uso de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores, impulsionado por ondas de calor que têm afetado a região Nordeste. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam temperaturas acima da média histórica nos últimos meses, o que eleva a demanda por refrigeração e, consequentemente, a pressão sobre redes elétricas antigas ou mal dimensionadas.
Especialistas em segurança contra incêndio recomendam inspeção periódica da fiação, uso de disjuntores adequados à carga instalada e evitar o uso de extensões e benjamins em cadeia. Em Goiás, o Corpo de Bombeiros Militar orienta procedimentos semelhantes e reforça a importância de manter extintores válidos e acessíveis em comércios e condomínios.
A prevenção passa também por hábitos simples: não deixar carregadores conectados à tomada sem uso, não sobrecarregar réguas de energia e contratar eletricista habilitado para qualquer intervenção na rede. O custo de uma revisão elétrica é ínfimo frente ao prejuízo material e ao risco à vida que um incêndio provoca.
Com a proximidade do período mais quente do ano, a atenção à manutenção elétrica torna-se medida indispensável para proteger patrimônio e vidas em todo o país.