Israel realizou nesta terça-feira as primeiras eleições legislativas desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. As urnas foram abertas em meio à ofensiva militar na Faixa de Gaza e testam a permanência de Benjamin Netanyahu no poder. Pesquisas de boca de urna indicam que nem o premiê nem a oposição devem alcançar maioria parlamentar.
O pleito ocorre após adiamentos e pressões internas por uma definição política. Netanyahu busca quinto mandato consecutivo enquanto enfrenta críticas pela gestão da guerra e pela falha de inteligência que permitiu o ataque de 2023. A votação transcorreu sob forte esquema de segurança em todo o território.
Segundo reportagem do G1, as projeções iniciais mostram o Likud e a aliança de centro-direita próximos de 60 cadeiras no Knesset, aquém das 61 necessárias para governar. A oposição, fragmentada entre partidos laicos, árabes e de centro, também não alcança a maioria. O cenário aponta para negociações prolongadas ou nova eleição.
Os ataques de 7 de outubro deixaram 1,2 mil mortos e desencadearam a guerra que já matou dezenas de milhares em Gaza. O conflito remodelou o debate público israelense, colocando segurança e reféns no centro da campanha. Manifestantes foram às ruas nas últimas semanas cobrando acordo para libertação dos sequestrados.
A indefinição parlamentar pode paralisar decisões sobre o futuro de Gaza e a relação com aliados internacionais. Estados Unidos e países europeus acompanham o desfecho com atenção, pois a composição do próximo governo influenciará negociações de cessar-fogo e reconstrução.
O resultado final deve sair nos próximos dias e definirá se Israel consegue formar governo estável ou entra em novo ciclo de instabilidade política.