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Higiene do sono: hábitos que atrapalham o descanso e como melhorar

Neurologista da Academia Brasileira do Sono alerta para rotinas noturnas que prejudicam a qualidade do sono

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Redação Biscoitei
03 de novembro de 2026, 11:32 2 min de leitura
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Higiene do sono: hábitos que atrapalham o descanso e como melhorar
Foto: Reprodução/og:image

Especialistas alertam que rotinas noturnas inadequadas estão entre as principais causas de noites mal dormidas no Brasil. A neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Academia Brasileira do Sono, detalha os comportamentos que mais comprometem o descanso.

Segundo reportagem do Globo, o uso de telas antes de dormir, o consumo de cafeína no período noturno e a falta de horários regulares para deitar e acordar figuram entre os vilões mais frequentes. A luz azul dos dispositivos inibe a produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo circadiano, enquanto a cafeína pode permanecer ativa no organismo por até seis horas.

O conceito de higiene do sono reúne práticas que preparam o corpo e o ambiente para o repouso. Manter o quarto escuro, silencioso e em temperatura amena, evitar refeições pesadas próximas à hora de dormir e criar um ritual de relaxamento — como leitura ou banho morno — são medidas recomendadas por sociedades médicas nacionais e internacionais.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 30% da população adulta relata queixas de insônia em algum momento da vida. A Fiocruz aponta que a privação crônica de sono eleva o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e transtornos de ansiedade, além de reduzir a capacidade de concentração e a produtividade no trabalho.

Quando as mudanças de hábito não resolvem, a orientação é procurar um serviço especializado. A Associação Brasileira do Sono mantém lista de ambulatórios credenciados em diversas capitais, onde equipes multidisciplinares realizam polissonografia e definem condutas que podem incluir terapia cognitivo-comportamental ou tratamento farmacológico supervisionado.

Pequenos ajustes na rotina noturna costumam trazer melhora significativa já nas primeiras semanas. O acompanhamento médico se torna necessário quando a dificuldade persiste por mais de três meses.

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