A fibromialgia, condição reumatológica marcada por dores difusas pelo corpo, fadiga persistente e alterações do sono, ganhou visibilidade nas últimas semanas após as atrizes Carol Castro e Franciely Freduzeski compartilharem publicamente suas experiências com a doença. Ambas relataram nas redes sociais as dificuldades para obter o diagnóstico e as adaptações necessárias na rotina de exercícios e trabalho.
Segundo reportagem do Globo, Carol Castro publicou foto após treino comentando as limitações impostas pela condição e a necessidade de mudar hábitos de vida. Franciely Freduzeski, que também é psicóloga, descreveu o percurso até o diagnóstico e o impacto dos sintomas na saúde mental, reforçando a importância do acolhimento multiprofissional.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia explica que a fibromialgia não tem causa única definida e costuma ser diagnosticada por exclusão, após investigação de outras doenças reumatológicas. O tratamento combina medicamentos para controle da dor, atividade física supervisionada, fisioterapia e apoio psicológico, com plano individualizado para cada paciente.
Especialistas destacam que a visibilidade dada por figuras públicas ajuda a reduzir o estigma e incentiva quem apresenta sintomas a procurar avaliação médica. O reconhecimento precoce evita anos de investigações desnecessárias e permite iniciar o manejo adequado, melhorando a qualidade de vida.
No Brasil, associações de pacientes e serviços de reumatologia do SUS oferecem grupos de apoio e orientação sobre direitos, como o acesso a medicamentos de alto custo e a possibilidade de aposentadoria por invalidez quando a capacidade laboral fica comprometida.
O relato das atrizes reforça que a fibromialgia exige abordagem integrada e que a informação qualificada é ferramenta essencial para quem convive com a dor crônica no dia a dia.