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Brasil

Governo brasileiro intensifica críticas a Milei e tensão diplomática cresce

Ministros e aliados de Lula endurecem discurso contra presidente argentino; relação bilateral segue sob pressão

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Redação Biscoitei
30 de julho de 2026, 13:00 2 min de leitura
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Integrantes do governo federal elevaram o tom contra Javier Milei nos últimos dias, com declarações que classificam o mandatário argentino como desestabilizador para a região. A escalada verbal ocorre em meio a divergências comerciais e ideológicas que marcam o relacionamento entre Brasília e Buenos Aires.

Segundo reportagem do G1, ministros palacianos e lideranças do PT passaram a adotar linguagem mais dura nas redes sociais e em entrevistas, rompendo a cautela que vinha sendo mantida desde a posse do líder libertário. A mudança de postura coincide com entraves nas negociações do Mercosul e com a recusa argentina em aderir a iniciativas de integração energética.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o chanceler Mauro Vieira têm evitado confrontos diretos, mas assessores próximos ao Planalto afirmam que a paciência diplomática se esgotou. Em reservado, auxiliares de Lula dizem que o comportamento de Milei prejudica a imagem do bloco sul-americano e dificulta acordos com a União Europeia.

Do lado argentino, a Casa Rosada mantém a retórica de confronto e acusa o Brasil de protecionismo velado. Analistas ouvidos pela imprensa avaliam que o impasse tende a persistir enquanto não houver mediação de terceiros, já que ambos os governos veem ganho político interno na manutenção do atrito.

O desgaste nas relações bilaterais afeta negociações comerciais estratégicas e projeta incerteza sobre a agenda de integração regional nos próximos meses.

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