Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificaram como muito grave o relatório enviado pelos Estados Unidos ao Congresso na terça-feira 15, que aponta falhas no combate ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho. O documento, assinado por Donald Trump, recomenda ao Brasil a adoção urgente de medidas enérgicas contra as organizações criminosas.
Segundo reportagem do G1, o governo federal informou que está analisando o conteúdo do relatório e avalia possíveis respostas tanto no campo diplomático quanto no de segurança pública. A pressão internacional sobre a política brasileira de enfrentamento ao crime organizado aumentou com a divulgação do texto.
O relatório americano detalha a expansão das duas maiores facções do país, que atuam no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos, e aponta que a atuação delas extrapola fronteiras nacionais. A Casa Branca vê risco de instabilidade regional caso o avanço não seja contido.
No Brasil, a avaliação no Planalto é de que o documento abre brecha para pressões por ações militares estadunidenses em território nacional, o que fere a soberania. A equipe de Lula busca evitar escalada diplomática sem abrir mão da autonomia nas decisões de segurança interna.
Especialistas ouvidos pela imprensa nacional apontam que o endurecimento do discurso dos EUA reflete a preocupação com rotas de cocaína que passam pelo Brasil rumo à América do Norte e à Europa. O tema deve pautar encontros bilaterais nas próximas semanas.
A reação do governo brasileiro nas próximas semanas indicará como o país pretende equilibrar cooperação internacional e soberania no enfrentamento ao crime organizado transnacional.