O empresário e ativista Renan Santos, 42 anos, oficializou neste sábado sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Missão, legenda fundada no ano passado. O anúncio ocorreu durante evento em São Paulo e marca a primeira vez que o cofundador do Movimento Brasil Livre concorre a cargo eletivo.
A sigla Missão obteve registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral em 2025 e aposta em uma plataforma que combina liberalismo econômico com pautas de renovação política. Segundo reportagem do G1, Santos afirmou que a legenda nasceu para ocupar espaço que considera vago entre o petismo e o bolsonarismo tradicional.
Durante o lançamento, o pré-candidato disse que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não teria condições de vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno nas eleições do próximo ano. A declaração sinaliza estratégia de se apresentar como alternativa viável à direita do espectro político.
Santos ajudou a criar o MBL em 2014, movimento que ganhou projeção nacional nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e na eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Nos últimos anos, porém, o grupo se distanciou do governo Bolsonaro e passou a criticar tanto a gestão petista quanto setores do bolsonarismo.
O partido Missão ainda não definiu chapas para o Congresso nem para governos estaduais. A legislação eleitoral exige que legendas registradas até seis meses antes do pleito possam lançar candidatos majoritários e proporcionais, prazo que a sigla cumpre com folga.
A entrada de um nome ligado ao MBL na disputa presidencial amplia o leque de opções fora dos dois polos que dominaram as últimas eleições. O desempenho da nova sigla nas urnas testará a capacidade de mobilização de um discurso que se diz nem lulista nem bolsonarista.