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Goiânia

Frigorífico Goiás notificado por anúncios que vetavam petistas

Ministério da Justiça aciona empresário Leandro Batista Nóbrega por peças que discriminavam eleitores e prometiam viagem a quem não votasse

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Redação Biscoitei
31 de outubro de 2026, 18:30 2 min de leitura
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Frigorífico Goiás notificado por anúncios que vetavam petistas
Foto: Reprodução/og:image

O Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou o frigorífico Goiás, do empresário Leandro Batista Nóbrega, por dois anúncios veiculados durante o segundo turno das eleições de 2022. As peças traziam frases que rejeitavam a presença de eleitores do PT e ofereciam churrasco e viagem a quem se abstivesse de votar. A Justiça determinou a retirada do material.

Segundo reportagem do G1, a notificação partiu da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) após denúncias de que a publicidade configurava prática abusiva e discriminação política. O primeiro cartaz, fixado na fachada da unidade em Goiânia, exibia a frase 'petista aqui não é bem-vindo'. O segundo, divulgado nas redes sociais da empresa, prometia uma viagem com churrasco a simpatizantes do partido que não comparecessem às urnas.

A decisão judicial atendeu a representação do Ministério Público Eleitoral, que entendeu haver violação à liberdade de voto e ao princípio da isonomia. Os anúncios foram classificados como coação eleitoral indireta, vedada pela legislação. A empresa teve prazo para retirar as peças e apresentar defesa administrativa.

O caso reacendeu discussões no Centro-Oeste sobre os limites da manifestação política no ambiente privado de trabalho. Especialistas ouvidos na época apontaram que a exposição de preferências partidárias por empregadores pode configurar assédio eleitoral quando cria constrangimento a funcionários ou clientes. A legislação trabalhista e eleitoral proíbe pressão para voto ou abstenção.

Em Goiás, a polêmica teve repercussão imediata nas redes sociais e motivou fiscalizações do Procon estadual em outros estabelecimentos que exibiam mensagens semelhantes. O episódio virou referência em debates sobre neutralidade política no comércio local.

A notificação reforça que a liberdade de expressão não autoriza práticas que cerceiem o direito ao voto ou discriminem cidadãos por opção partidária. O processo administrativo segue em tramitação na Senacon.

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