Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas sobre produtos brasileiros com alíquotas entre 12,5% e 37,5%. O governo brasileiro classificou a medida como injusta e informou que acionará a Lei de Reciprocidade. O vice-presidente Geraldo Alckmin garantiu que a negociação diplomática será mantida.
A taxação atinge itens da pauta de exportação nacional e representa elevação significativa em relação a barreiras anteriores. Segundo reportagem do G1, a equipe econômica já trabalha na formatação da resposta baseada no princípio da reciprocidade comercial.
Alckmin afirmou que a tarifação não tem justificativa técnica e reforçou o compromisso com o diálogo bilateral. O episódio insere-se em histórico de atritos comerciais entre os dois países, mas a magnitude atual preocupa exportadores.
Entidades do setor produtivo divulgaram nota conjunta pedindo rapidez nas tratativas para evitar prejuízos nas vendas externas. A demora na solução pode comprometer contratos de soja, carnes e milho já negociados.
A Lei de Reciprocidade permite ao Brasil elevar tarifas de produtos norte-americanos na mesma proporção. A medida, se aplicada, afeta cadeias de importação de insumos e bens de capital vindos dos EUA.
A escalada protecionista exige coordenação entre diplomacia e comércio para preservar mercados conquistados ao longo de décadas.