Há três décadas o Brasil adotou a urna eletrônica e eliminou o voto em papel em todo o território nacional. Para as eleições de 2026 estão previstas quase 570 mil unidades em funcionamento. A mudança reduziu drasticamente o tempo de apuração e a ocorrência de fraudes documentadas no modelo anterior.
O modelo eletrônico foi implantado em 1996, primeiro em municípios com mais de 200 mil eleitores, e expandido progressivamente até cobrir todas as seções do país. A Justiça Eleitoral destaca que a automação acabou com a contagem manual de cédulas, processo que podia levar dias e abria brechas para manipulação de resultados. Hoje, o resultado sai em poucas horas após o encerramento da votação.
Uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou, segundo reportagem do G1, que a lentidão na contagem de votos em uma eleição passada fazia parte de um esquema de fraude planejado antes da votação. O caso reforça o debate sobre a segurança do sistema, embora especialistas afirmem que a urna eletrônica em si não foi violada.
O Tribunal Superior Eleitoral mantém camadas de auditoria, como o teste público de segurança e a verificação de assinaturas digitais nos boletins de urna. Partidos, Ministério Público e observadores internacionais podem fiscalizar todas as etapas, da lacração à totalização.
Pesquisas de opinião mostram que a confiança no sistema eletrônico permanece majoritária entre o eleitorado, o que sustenta a participação nas urnas. A agilidade na divulgação dos resultados também reduz o período de incerteza política entre o fim da votação e a proclamação dos eleitos.
Trinta anos depois, a urna eletrônica consolidou-se como pilar da democracia brasileira, com mecanismos de controle que seguem sendo aprimorados a cada ciclo eleitoral.