Jogadores do Atlético-GO anunciaram na segunda-feira (14) a suspensão de entrevistas e ações de comunicação como protesto contra o acúmulo de débitos trabalhistas. A nota publicada nas redes sociais do clube lista dois meses de salários em atraso, duas parcelas de direitos de imagem, FGTS, 13º salário e férias de atletas específicos.
O posicionamento do grupo ocorreu logo depois do empate em 1 a 1 com a Ponte Preta, pela 21ª rodada da Série B, resultado que dificultou a campanha do Dragão na briga pelo acesso à elite nacional. Segundo reportagem do Globo, a diretoria ainda não se manifestou oficialmente sobre prazos para quitação dos valores.
A paralisação de atividades de imprensa é uma tática de pressão usada em outros momentos do futebol brasileiro, mas ganha peso extra neste momento da temporada: restam rodadas decisivas e o elenco precisa de foco para manter chances matemáticas de subida.
Crises financeiras em clubes da Segunda Divisão são recorrentes e costumam refletir diretamente no desempenho em campo. O Atlético-GO, que já viveu situações semelhantes em gestões anteriores, tenta agora evitar que o vestiário se fragilize na reta final do campeonato.
Para a torcida goiana, o episódio expõe a fragilidade da gestão atual e reacende cobranças por transparência nas contas do clube. O próximo compromisso da equipe será decisivo para medir se o protesto surtirá efeito administrativo ou se o clima de instabilidade persistirá.
A greve de entrevistas coloca a diretoria sob pressão pública em semana decisiva para as pretensões do time na Série B.