O Vila Nova empatou em 2 a 2 com o Novorizontino na noite de segunda-feira no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, pela 34ª rodada da Série B. O gol de empate dos paulistas saiu aos 7 minutos e 50 segundos dos oito minutos de acréscimo concedidos pelo árbitro Felipe Fernandes de Lima. O vice-presidente Hugo Jorge Bravo contestou a duração do tempo extra, mas confirmou que o time segue na ponta da tabela.
A partida caminhava para vitória colorada até os instantes finais do segundo tempo. O árbitro mineiro assinalou oito minutos de acréscimo, tempo considerado excessivo pela diretoria vilanovense. Nos segundos finais desse período, o Novorizontino chegou ao empate que frustrou os mais de 10 mil torcedores presentes no OBA.
Em entrevista após o jogo, Hugo Jorge Bravo questionou o critério utilizado para definir os oito minutos. Segundo reportagem do ge.globo, o dirigente afirmou que a arbitragem "mudou a história do jogo" no tempo extra e cobrou explicações da CBF. Apesar da revolta, Bravo destacou que a liderança permanece nas mãos do Vila Nova.
A torcida goianiense invadiu as redes sociais para criticar a atuação do árbitro Felipe Fernandes de Lima. Hashtags contra a arbitragem ficaram entre os assuntos mais comentados em Goiânia durante a madrugada. Torcedores apontaram ainda outras decisões duvidosas ao longo dos 90 minutos, não apenas o tempo de acréscimo.
Com o resultado, o Vila Nova chega a 62 pontos e mantém vantagem de três para o segundo colocado, faltando quatro rodadas para o fim da competição. O próximo compromisso será fora de casa contra o Operário-PR, domingo que vem. Um empate já garante acesso matemático à Série A.
O empate com gosto de derrota deixa o Vila Nova dependendo apenas das próprias forças para subir, mas acende alerta sobre a arbitragem na reta final do campeonato.