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Brasil

Eleições de meio de mandato nos EUA caminham para recorde histórico de gastos

Partidos investem valores sem precedentes para renovar Congresso; modelo difere do brasileiro com limites e judicialização distintos

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Redação Biscoitei
01 de novembro de 2026, 07:30 2 min de leitura
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Eleições de meio de mandato nos EUA caminham para recorde histórico de gastos
Foto: Reprodução/og:image

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato que devem se tornar as mais caras da história. Republicanos e democratas direcionaram recursos recordes para disputar cadeiras na Câmara e no Senado, em um sistema de financiamento que permite arrecadação e gastos muito acima do modelo vigente no Brasil.

Segundo reportagem do G1, a previsão de gasto total supera os ciclos anteriores impulsionada pela polarização política e pela ausência de teto para doações a comitês de ação política independentes, os chamados Super PACs. Essas entidades podem arrecadar quantias ilimitadas de pessoas físicas, empresas e sindicatos, desde que não coordenem gastos diretamente com as campanhas oficiais.

No Brasil, o financiamento é majoritariamente público, com o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário distribuídos conforme regras definidas pelo Congresso. Doações de empresas são proibidas desde 2015, e pessoas físicas enfrentam limite de 10% dos rendimentos brutos do ano anterior. A prestação de contas passa pelo crivo da Justiça Eleitoral, que pode reprovar contas e cassar mandatos por irregularidades.

A judicialização nos dois países segue lógicas opostas. Nos EUA, a Suprema Corte equiparou doações a liberdade de expressão na decisão Citizens United (2010), abrindo caminho para o fluxo bilionário atual. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral atua como fiscalizador estrito de limites, prazos e fontes, com poder de anular eleições por abuso de poder econômico.

A renovação parcial do Congresso americano ocorre a cada dois anos, com todos os 435 deputados e um terço dos 100 senadores em disputa. O resultado definirá se o partido do presidente mantém maioria legislativa ou enfrentará oposição majoritária nos dois anos restantes do mandato.

Enquanto o modelo americano amplia a influência de grandes doadores por via judicial, o brasileiro aposta em recursos públicos e tetos rígidos para equilibrar a disputa. O contraste expõe escolhas diferentes sobre o papel do dinheiro na democracia representativa.

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