A pesquisa de intenção de voto divulgada pela Datafolha na segunda‑feira, 7 de julho de 2026, analisou a preferência dos eleitores para o primeiro turno da eleição presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 36 % das respostas, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29 %. O psicólogo Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8 %, enquanto o inelegível Pablo Marçal (PRTB) registra 5 %.
Segundo reportagem do G1, os demais candidatos – Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO) – concentram‑se em torno de 3 % ou menos, evidenciando a fragmentação do campo. A diferença de quase 7 pontos entre Lula e Flávio Bolsonaro indica que a corrida ainda está aberta, sobretudo nos estados onde o segundo tem forte base. Analistas apontam que a presença de figuras como Cury e Marçal pode atrair eleitores indecisos, alterando a dinâmica dos debates.
Em comparação com a eleição de 2022, quando Lula obteve cerca de 48 % nas pesquisas, a queda para 36 % reflete a polarização crescente e o surgimento de candidatos de perfil menos tradicional. A participação de Pablo Marçal, embora inelegível, demonstra a capacidade de lideranças de movimentos religiosos de mobilizar eleitores. O cenário de 13 nomes reforça a tendência de dispersão de votos, um fenômeno observado em democracias multipartidárias.
No estado de Goiás, a pesquisa indica que Ronaldo Caiado, ex‑governador, mantém 3 % de apoio, um número que pode ser decisivo em regiões onde o eleitorado ainda demonstra lealdade ao antigo mandatário. Essa presença pode pressionar Lula a reforçar sua agenda de políticas agrícolas, tema sensível para o interior goiano. Para eleitores locais, a disputa entre os candidatos nacionais e a possibilidade de influência de figuras regionais pode definir a estratégia de campanha nos próximos meses.
A liderança de Lula na pesquisa reforça sua posição de favorito, mas a margem estreita com Flávio Bolsonaro e a variedade de candidatos indicam que a corrida ainda pode mudar, sobretudo nas áreas onde figuras regionais como Caiado exercem peso.