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Brasil

Alergias alimentares causaram quase 500 mortes no Brasil desde 2022

O caso de Erivelton Gomes, que morreu após reação a frutos do mar em Alagoas, mostra o perigo das alergias graves

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Redação Biscoitei
16 de setembro de 2026, 20:34 2 min de leitura
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Alergias alimentares causaram quase 500 mortes no Brasil desde 2022
Foto: Reprodução/og:image

Desde 2022, reações alérgicas graves foram responsáveis por quase 500 óbitos em todo o Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Em maio de 2024, o cabeleireiro Erivelton Gomes, de 34 anos, morreu durante uma viagem a Alagoas após apresentar choque anafilático ao experimentar siri e caranguejo. Seu marido, Lucas Cerqueira, de 27 anos, relatou que o casal havia acabado de abrir um salão de beleza juntos e estava em viagem de descanso.

Os números compilados pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia mostram que, desde 2022, quase meio milhão de brasileiros perderam a vida por reações sistêmicas graves, conhecidas como anafilaxia. Essa reação ocorre quando o sistema imun libera grandes quantidades de histamina e outros mediadores após exposição a um alérgeno, provocando queda de pressão, dificuldade respiratória e, se não tratada rapidamente, parada cardíaca. A administração imediata de adrenalina via autoinjetor é o único tratamento capaz de reverter os sintomas em minutos.

Segundo reportagem do G1, em maio de 2024 o cabeleireiro Erivelton Gomes, de 34 anos, natural de Várzea Grande (MT), morreu durante uma viagem a Alagoas após apresentar reação alérgica grave ao experimentar siri e caranguejo. Lucas Cerqueira, marido da vítima, afirmou que o casal havia inaugurado um salão de cabeleireiro alguns meses antes e estava aproveitando um período de descanso. Apesar do socorro prestado por equipes de emergência locais, a evolução do choque foi rápida e não houve tempo para a administração de adrenalina.

A prevenção passa pela identificação precisa dos alérgenos por meio de testes clínicos e pela leitura atenta de rótulos de alimentos, sobretudo em produtos industrializados que podem trazer traços de crustáceos ou frutos do mar. Pessoas com história de reações graves devem portar sempre um autoinjetor de adrenalina e saber reconhecer os primeiros sinais, como coceira intensa, inchaço dos lábios e dificuldade para falar ou respirar. Em caso de suspeita de anafilaxia, o encaminhamento imediato para uma unidade de emergência é essencial.

O alerta serve para reforçar a necessidade de conscientização sobre alergias alimentares e a importância de ações rápidas diante de sintomas como dificuldade respiratória, inchaço e tontura. A população deve estar preparada para reconhecer e agir rapidamente em casos de anafilaxia, evitando óbitos evitáveis.

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