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Brasil

EUA confirmam pela primeira vez armas em órbita, diz secretário da Força Aérea

Troy Meink não detalhou equipamentos; Trump reage a pergunta sobre uso nuclear contra o Irã

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Redação Biscoitei
16 de setembro de 2026, 21:30 2 min de leitura
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EUA confirmam pela primeira vez armas em órbita, diz secretário da Força Aérea
Foto: Reprodução/og:image

Os Estados Unidos reconheceram publicamente, na segunda-feira (14), possuir armas de controle espacial posicionadas em órbita. A declaração partiu do secretário da Força Aérea, Troy Meink, durante uma conferência militar, sem que ele revelasse detalhes sobre os equipamentos, quantidade ou funcionamento. No mesmo evento, o ex-presidente Donald Trump classificou como "estúpida" uma pergunta sobre eventual uso de arma nuclear contra o Irã.

Segundo reportagem do G1, Meink afirmou que os Estados Unidos dispõem de capacidades de controle espacial em órbita, mas evitou especificar quais sistemas estão operacionais. A fala marca a primeira vez que uma autoridade americana de alto escalão admite abertamente a existência de armamento orbital, tema até então tratado com ambiguidade oficial.

A declaração ocorre em meio a tensões crescentes no domínio espacial, onde potências como China e Rússia também desenvolvem tecnologias de interceptação e neutralização de satélites. Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que o reconhecimento americano pode acelerar a militarização declarada do espaço, rompendo normas informais de contenção vigentes desde a Guerra Fria.

No mesmo painel, Trump foi questionado se autorizaria o uso de arma nuclear contra instalações iranianas. O ex-presidente interrompeu o repórter, chamou a indagação de "estúpida" e disse que não discutiria cenários hipotéticos. A reação reforça o padrão de respostas agressivas do republicano a temas sensíveis de segurança nacional.

Especialistas em direito internacional lembram que o Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíbe armas de destruição em massa em órbita, mas não veda explicitamente armas convencionais ou sistemas de defesa ativa. A lacuna jurídica permite interpretações divergentes sobre a legalidade dos equipamentos agora admitidos por Washington.

O anúncio americano altera o tabuleiro estratégico e pressiona rivais a tornarem públicos seus próprios programas espaciais militares.

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