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Brasil

Alckmin classifica tarifaço dos EUA como injusto e mantém negociação com Washington

Vice-presidente confirma prejuízo de R$ 90 milhões e alta de 12,5% nas tarifas; governo segue dialogando por solução

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Redação Biscoitei
27 de julho de 2026, 11:30 2 min de leitura
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Alckmin classifica tarifaço dos EUA como injusto e mantém negociação com Washington
Foto: Reprodução/og:image

O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou como "injusto e descabido" o novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos e garantiu que o Brasil continuará negociando com Washington. Dados do Financial Times indicam que o país foi o mais prejudicado pela medida, com perdas estimadas em R$ 90 milhões e elevação média de 12,5% nas alíquotas.

Segundo reportagem do G1, a reformulação das tarifas de importação promovida pelo presidente Donald Trump atinge diretamente a balança comercial brasileira. O estudo do Financial Times aponta que nenhum outro país sofreu impacto proporcionalmente maior que o Brasil na nova estrutura de taxas.

Os setores mais expostos são os de commodities agrícolas, aço e produtos manufaturados de maior valor agregado, que concentram a pauta de exportação para o mercado americano. A alta de 12,5% na média das alíquotas reduz a competitividade desses itens e pressiona a margem de lucro dos exportadores.

Apesar do tom crítico, Alckmin reforçou que a via diplomática permanece aberta. O governo avalia que o diálogo contínuo é o caminho mais eficaz para reverter ou atenuar as barreiras, evitando retaliações que poderiam escalar o conflito comercial.

A equipe econômica monitora os desdobramentos para calibrar eventuais medidas de apoio aos segmentos mais afetados, sem comprometer o ajuste fiscal em curso. A prioridade, por ora, é manter a previsibilidade nas relações bilaterais.

A manutenção da mesa de negociação sinaliza pragmatismo, mas o tamanho do prejuízo inicial exige respostas concretas nas próximas rodadas de conversa.

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