Pular para o conteúdo
Publicidade
Brasil

Volatilidade pós-eleição eleva custo de crédito e freia investimentos em Goiás

Empresas goianas enfrentam juros futuros pressionados e dólar instável, adiando expansão e alongando prazos de financiamento

R
Redação Biscoitei
27 de outubro de 2026, 12:31 2 min de leitura
Compartilhar:
Volatilidade pós-eleição eleva custo de crédito e freia investimentos em Goiás
Foto: Reprodução/og:image

A instabilidade cambial e a alta dos juros futuros, intensificadas após o resultado do segundo turno de 2022, seguem encarecendo o crédito para o setor produtivo goiano. Com o dólar acima de R$ 5,20 e a curva de DI inclinada, indústrias e comércios do estado alongam prazos e reduzem aportes previstos para 2024 e 2025.

Na abertura dos negócios seguintes à eleição, o Ibovespa recuou mais de 3% e o dólar à vista superou R$ 5,30, segundo reportagem do G1. Operadores relataram surpresa com a ausência de sinalização clara sobre contenção da dívida pública no programa do presidente eleito, o que disparou prêmios de risco nas curvas de juros.

Para a Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), o spread bancário médio para capital de giro subiu 1,8 ponto percentual entre novembro de 2022 e agosto de 2023. Diretores de cooperativas de crédito no interior confirmam que linhas do BNDES e do FCO passaram a exigir garantias adicionais e taxas prefixadas acima de 14% ao ano.

Setores intensivos em capital, como o agronegócio de grãos e a indústria farmacêutica de Anápolis, reportam postergação de projetos de modernização. Uma fábrica de genéricos na região da BR-060 adiou a compra de equipamentos importados em razão da cotação do dólar e do custo de hedge cambial, que dobrou no período.

O planejamento de prefeituras também sente o efeito: secretarias de Fazenda de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Rio Verde revisaram para baixo a estimativa de receita com ITBI e ISS, já que incorporadoras reduziram lançamentos imobiliários diante do financiamento mais caro para o consumidor final.

Enquanto o arcabouço fiscal não entregar previsibilidade, o custo de capital em Goiás deve permanecer acima da média histórica, limitando a geração de empregos formais e a arrecadação estadual.

Compartilhar: