O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump insinuou, sem apresentar evidências, que a eleição presidencial brasileira de 2022 teria aparentado fraude. A declaração ocorreu enquanto chefes de governo de diversos países das Américas parabenizavam Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória nas urnas.
A fala de Trump destoou do reconhecimento internacional da regularidade do pleito, que contou com observadores da Organização dos Estados Americanos e do Parlamento do Mercosul. O sistema eletrônico de votação foi auditado por entidades nacionais e internacionais sem registro de irregularidades que alterassem o resultado.
Segundo reportagem do G1, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin respondeu às insinuações afirmando que a eleição foi limpa, transparente e auditável. Alckmin destacou que o processo eleitoral brasileiro é referência mundial e que o resultado reflete a vontade soberana do povo.
A posição do ex-mandatário norte-americano gerou preocupação em setores diplomáticos sobre eventuais reflexos nas relações bilaterais. O governo eleito brasileiro sinalizou intenção de manter o diálogo institucional com Washington independentemente de declarações isoladas.
O Tribunal Superior Eleitoral reafirmou a segurança do sistema de votação e a lisura da apuração. A corte eleitoral brasileira recebeu missões de observação de mais de 20 países, todas sem apontar vícios no processo.
A resposta institucional brasileira buscou blindar a relação diplomática de ruídos políticos, mantendo o foco na cooperação entre as duas maiores economias das Américas.