O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump voltou a questionar a integridade das eleições brasileiras durante comício no Texas nesta terça-feira (27). Sem apresentar evidências, ele afirmou que o Brasil estaria "fazendo um bom trabalho" em fraudes eleitorais, equiparando o país a supostas práticas fraudulentas dos democratas americanos.
A declaração ocorreu em evento de campanha no estado do Texas. Trump disse que os democratas são os maiores fraudadores de eleições e citou o Brasil como exemplo, segundo reportagem do G1. O ex-mandatário não exibiu documentos, dados ou testemunhos que sustentassem a acusação contra o processo eleitoral brasileiro.
O sistema de votação eletrônica do Brasil é auditado por instituições nacionais e observadores internacionais desde 1996. Tribunais superiores e órgãos de segurança já atestaram a confiabilidade do modelo em diversas ocasiões. Acusações semelhantes foram feitas por Trump em 2022 e rechaçadas por autoridades brasileiras na época.
A nova investida ocorre enquanto o ex-presidente intensifica agenda de comícios visando a disputa presidencial de 2028. Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que a menção ao Brasil serve a narrativa interna de deslegitimação de processos democráticos, sem relação com fatos concretos no país sul-americano.
A repercussão no exterior reforça a necessidade de comunicação clara sobre a solidez das instituições eleitorais brasileiras. A imagem do país em fóruns democráticos depende da capacidade de responder com fatos a alegações infundadas que circulam em palanques estrangeiros.
Sem provas, a fala de Trump ecoa estratégia de desinformação já conhecida. O Brasil segue com sistema auditável e reconhecido por organismos internacionais.