Um sismo de magnitude 7,1 sacudiu o sul do Japão na tarde de quinta-feira, com epicentro em terra na ilha de Kyushu, próximo à cidade de Uto, na região de Kumamoto. O abalo provocou o desabamento de um centro comercial e deixou vítimas fatais.
Segundo reportagem do G1, a Agência Meteorológica do Japão (JMA) registrou o tremor às 16h42 no horário local. A profundidade foi estimada em 10 quilômetros, o que intensificou a destruição na superfície. Vídeos divulgados em redes sociais mostram o momento em que a estrutura do shopping cede, com nuvens de poeira e destroços espalhados pela área.
Equipes de resgate trabalham ininterruptamente no local do desabamento. O governo japonês mobilizou as Forças de Autodefesa e acionou protocolos de emergência para busca de sobreviventes. A NHK World informou que abrigos temporários foram abertos em ginásios e centros comunitários nas cidades próximas ao epicentro.
A região de Kumamoto já havia sido atingida por uma sequência de tremores fortes em 2016, que deixaram dezenas de mortos e danos extensos na infraestrutura. Especialistas ouvidos pelo Japan Times alertam para a possibilidade de réplicas nas próximas semanas, recomendando que a população evite estruturas danificadas e siga orientações das autoridades locais.
O Japão situa-se no Anel de Fogo do Pacífico, zona de intensa atividade sísmica onde ocorrem cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior no mundo. O país possui um dos sistemas de alerta precoce mais avançados, que emite avisos segundos antes da chegada das ondas sísmicas mais fortes, permitindo ações de proteção automática em trens, elevadores e indústrias.
As operações de resgate continuam enquanto as autoridades avaliam a extensão total dos danos e monitoram a atividade sísmica na região.