Uma tempestade com rajadas superiores a 120 km/h atingiu o interior de São Paulo, derrubou mais de 250 árvores e cortou o fornecimento de energia para 80 mil pessoas. Uma das quedas destruiu completamente uma casa, e dezenas de famílias passaram a noite ao relento.
O evento climático provocou estragos em diversas cidades da região, com postes arrancados e fiações rompidas espalhadas pelas ruas. Equipes de concessionárias trabalham ininterruptamente, mas a quantidade de ocorrências simultâneas dificulta o restabelecimento total.
Segundo reportagem do G1, 40 horas após o temporal milhares de imóveis continuavam sem luz, o que impede o uso de geladeiras, bombas d'água e aparelhos médicos. Moradores relatam que precisaram buscar abrigo em casas de parentes ou em pontos de apoio improvisados pela prefeitura.
Meteorologistas associam a intensidade do fenômeno à combinação de calor excessivo e umidade elevada, padrão que tem se tornado mais frequente nos últimos verões. Especialistas em infraestrutura alertam que a rede elétrica aérea, predominante no interior paulista, é vulnerável a ventos extremos e quedas de vegetação de grande porte.
Para a população afetada, a prioridade imediata é a religação da energia e a remoção segura das árvores que ainda bloqueiam vias e ameaçam imóveis. Órgãos de defesa civil orientam que moradores evitem se aproximar de fios caídos e acionem a concessionária para registrar a falta de luz.
O episódio reforça a necessidade de planos de contingência mais ágeis e de investimentos em redes mais resilientes diante do aumento de eventos climáticos severos.