A Suprema Corte dos Estados Unidos negou na segunda-feira pedido do governo Trump para invalidar cerca de 20 mil votos por correspondência na Califórnia. A administração alegava que os eleitores não seriam cidadãos americanos. A decisão mantém os votos válidos em ano de disputa acirrada pelo controle do Congresso.
O tribunal superior recusou-se a analisar o mérito da ação que buscava separar cédulas consideradas suspeitas, mantendo a contagem regular do estado mais populoso do país. A medida havia sido solicitada às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.
Segundo reportagem do G1, a decisão reforça a integridade do processo eleitoral americano ao impedir intervenção judicial de última hora em procedimentos estaduais de verificação de elegibilidade. A Califórnia já possui mecanismos próprios para confirmar a cidadania dos eleitores.
O episódio ilustra como disputas sobre regras de voto tendem a se intensificar em anos eleitorais, com ações judiciais tentando alterar procedimentos já estabelecidos. Especialistas em direito eleitoral apontam que a recusa da Corte em intervir sinaliza respeito à autonomia dos estados na administração do voto.
Para o eleitor brasileiro, o caso mostra como questionamentos sobre a legitimidade de votos por correspondência podem polarizar o debate público mesmo em democracias consolidadas, tema que ecoa em discussões sobre transparência e auditoria de urnas eletrônicas no Brasil.
A manutenção dos votos pela Suprema Corte preserva a vontade do eleitorado californiano e evita precedente de invalidação em massa de cédulas às vésperas de uma eleição decisiva.