A Síria está disposta a retomar negociações de segurança com Israel, mas exige a interrupção dos ataques israelenses como pré-condição. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Asaad al-Shaibani, em entrevista concedida em Damasco.
Em conversa com a Reuters no sábado (22), al-Shaibani afirmou que um entendimento entre os dois países representaria uma oportunidade histórica para a paz na região e poderia resultar na saída de forças israelenses de áreas sírias ocupadas. O chefe da diplomacia síria enfatizou que a via diplomática continua disponível e que cabe a Israel aproveitar o momento.
Segundo reportagem do G1, a declaração ocorre em meio a uma escalada de tensões na fronteira entre as duas nações, com Israel mantendo operações militares em solo sírio nas últimas semanas. O ministro não estabeleceu prazo para o reinício das conversas, mas sinalizou que Damasco aguarda sinais concretos de desescalada por parte de Tel Aviv.
Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que a abertura síria reflete uma tentativa de reposicionamento geopolítico após anos de isolamento, embora a confiança entre as partes permaneça baixa. Qualquer avanço dependerá de garantias de segurança mútuas e de mediação de atores regionais e globais.
O desdobramento é acompanhado de perto por capitais ocidentais e potências regionais, dado o potencial de alterar o equilíbrio de forças no Levante. A comunidade internacional tem defendido canais de comunicação para evitar confrontos diretos, mas divergências sobre soberania e fronteiras seguem como obstáculos centrais.
A disposição síria para o diálogo abre uma janela diplomática frágil, cujo êxito dependerá de reciprocidade imediata no terreno. O cenário continua volátil e sujeito a mudanças rápidas.