A safra 2024/25 de soja em Goiás caminha para registrar o maior custo de produção já observado no estado. A projeção aponta alta generalizada nos insumos essenciais, o que deve comprimir a rentabilidade dos agricultores goianos.
Levantamento do site BrasilAgro indica que a combinação de fertilizantes mais caros, defensivos agrícolas em alta e diesel pressionado eleva o custo operacional a patamar inédito. A metodologia usada para chegar ao número não foi detalhada pela fonte, mas o sinal de alerta já circula entre as entidades do setor.
Segundo reportagem do Google News Goiás, a escalada de preços atinge diretamente a formação do custo variável, item que costuma responder pela maior fatia do orçamento da lavoura. Fertilizantes nitrogenados e fosfatados seguem voláteis no mercado internacional, enquanto o câmbio adiciona incerteza ao planejamento de compras.
O encarecimento da soja reverbera na cadeia produtiva goiana. O farelo, base da nutrição animal, tende a subir e impacta a avicultura e a suinocultura, segmentos fortes no estado. No varejo, o reflexo pode chegar ao preço do óleo de cozinha e de derivados que compõem a cesta básica das famílias goianienses.
Goiás figura entre os maiores produtores nacionais da oleaginosa, com área plantada superior a 4 milhões de hectares nas últimas temporadas. O desempenho da safra atual influencia a arrecadação estadual, o fluxo de exportações pelo corredor Centro-Norte e a geração de emprego no interior.
Entidades como Embrapa, Conab e a Secretaria de Agricultura de Goiás acompanham os números para subsidiar políticas de mitigação de risco. Linhas de crédito rural e ferramentas de hedge ganham relevância num cenário onde a margem de erro do produtor se torna mais estreita.
O custo recorde da soja em Goiás coloca em xeque a competitividade do produtor e acende sinal de atenção para toda a cadeia do agronegócio estadual.