Bombardeios russos com mísseis e drones atingiram a infraestrutura energética de Kiev na madrugada deste sábado, danificando o fornecimento de eletricidade e os sistemas de aquecimento da capital ucraniana. Autoridades relatam temperaturas próximas ao ponto de congelamento, o que agrava a situação para a população. O presidente Volodymyr Zelensky informou que 36 mísseis foram disparados contra alvos no país.
Os ataques concentraram-se em instalações de geração e distribuição de energia, provocando cortes generalizados em bairros residenciais e prédios públicos. Equipes de emergência foram acionadas para conter incêndios causados pelo impacto de mísseis em áreas urbanas, enquanto técnicos tentam restaurar o fornecimento antes que o frio se intensifique nas próximas horas.
Segundo reportagem do G1, a ofensiva ocorre em momento de escalada nos confrontos, com a Rússia priorizando alvos que afetam diretamente a sobrevivência civil durante o inverno. O governo ucraniano classificou a ação como crime de guerra e pediu reforço na defesa antiaérea aos parceiros ocidentais.
A interrupção do aquecimento em Kiev expõe a vulnerabilidade da rede energética ucraniana após meses de ataques sistemáticos. Especialistas alertam que a combinação de danos acumulados e demanda sazonal pode prolongar os apagões por semanas, aumentando a pressão humanitária sobre cidades já castigadas pelo conflito.
Países europeus acompanham a evolução do cenário com preocupação, dado o risco de reflexos no abastecimento de gás e na estabilidade do continente. A União Europeia reiterou apoio à Ucrânia e discutiu novas sanções contra a indústria militar russa em reunião de emergência realizada ontem em Bruxelas.
A nova onda de ataques amplia a crise humanitária na Ucrânia e testa a capacidade de resposta dos aliados ocidentais antes do inverno mais rigoroso.