Onze celulares e três carregadores foram apreendidos entre sábado e domingo na Unidade Penal Evaristo de Morais, em Sena Madureira. Os objetos estavam em dois pacotes arremessados por cima da muralha da unidade.
No sábado, agentes penitenciários interceptaram o primeiro embrulho com três aparelhos e um carregador. No domingo, um segundo pacote lançado na área interna continha oito celulares e dois carregadores, totalizando 11 telefones e três acessórios recolhidos no fim de semana.
A informação foi confirmada pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) e divulgada em reportagem do G1. A direção da unidade abriu procedimento interno para apurar a autoria dos arremessos e reforçar a vigilância perimetral.
O episódio ilustra a dificuldade recorrente do sistema prisional brasileiro em bloquear a entrada de dispositivos móveis, usados por detentos para manter comunicação com o exterior e coordenar atividades ilícitas. Unidades de diferentes estados registram ocorrências semelhantes, com arremessos, drones e corrupção de servidores entre as principais rotas de entrada.
Especialistas em segurança pública defendem investimento em tecnologia de bloqueio de sinal, escâneres corporais e inteligência penitenciária como medidas mais efetivas do que apenas a apreensão pontual de aparelhos.
A apreensão em Sena Madureira expõe, mais uma vez, a fragilidade das barreiras físicas e a necessidade de estratégias integradas para conter a comunicação ilegal nas prisões.