Os protagonistas da animação em stop-motion 'O Bosque Selvagem', Peyton Elizabeth Lee e Jacob Tremblay, abriram o jogo sobre a experiência de amadurecer diante das câmeras. Em entrevista conjunta, a dupla de 22 e 20 anos descreveu a sensação de ter a trajetória pessoal exposta publicamente desde a infância.
Lee, conhecida por 'Diário de uma Futura Presidente', e Tremblay, revelado em 'O Quarto de Jack', contaram que o processo de dublar a produção trouxe à tona memórias de sets de filmagem que frequentam desde pequenos. A animação, dirigida por Chris Butler, acompanha duas crianças que descobrem um mundo fantástico escondido numa floresta — metáfora que ressoou com a própria história dos atores.
Segundo reportagem do Globo, ambos compararam a filmografia a um 'livro de memórias' involuntário, onde cada papel marca uma fase de desenvolvimento físico e emocional visível ao público. Tremblay mencionou a pressão de corresponder a expectativas criadas ainda na infância, enquanto Lee destacou a dificuldade de separar a persona profissional da identidade pessoal em construção.
A conversa tocou ainda na transição para papéis adultos num mercado que costuma rotular atores mirins. Especialistas ouvidos pela publicação norte-americana Variety apontam que a dupla faz parte de uma geração que conseguiu manter relevância ao escolher projetos com autonomia criativa, em vez de aceitar apenas continuações de franquias infantis.
Para o público cinéfilo, a entrevista oferece um raro olhar interno sobre o custo invisível da fama precoce — longas jornadas, tutores no set, a perda de marcos escolares comuns. 'O Bosque Selvagem' estreia nos cinemas brasileiros no primeiro trimestre de 2027, com distribuição da Universal Pictures.
A reflexão dos dois jovens atores expõe como a indústria ainda aprende a proteger quem cresce sob os refletores, enquanto o público ganha uma obra que dialoga justamente com essa travessia.