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Brasil

Pedreiro de túmulos há 60 anos mantém ofício da família no interior de SP

Edson Figueira, aos 83 anos, celebra o Dia dos Finados dando continuidade a tradição herdada do pai e do avô

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Redação Biscoitei
02 de novembro de 2026, 11:01 2 min de leitura
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Pedreiro de túmulos há 60 anos mantém ofício da família no interior de SP
Foto: Reprodução/og:image

Edson Figueira, 83 anos, completa mais de seis décadas como pedreiro de túmulos em uma cidade do interior paulista. O ofício passa de geração em geração na família desde o início do século passado. Neste 2 de novembro, data em que o país celebra o Dia dos Finados, ele mantém a rotina de cuidados com jazigos e memoriais.

A trajetória de Edson começou na infância, quando acompanhava o pai nos cemitérios da região. Aos 14 anos, já assentava tijolos e preparava argamassa sob orientação do avô, que fundou o negócio familiar na década de 1920. Hoje, mesmo com a idade avançada, ele supervisiona cada detalhe das obras, da fundação ao acabamento em mármore.

Segundo reportagem do G1, a demanda pelo trabalho artesanal permanece estável apesar da expansão de cemitérios verticais e da cremação. Famílias da região ainda procuram o serviço personalizado para restaurar túmulos antigos ou construir novos jazigos seguindo padrões tradicionais. Edson afirma que o segredo está na paciência e no respeito ao luto de cada cliente.

O Dia dos Finados, feriado nacional desde 2002, tem origem na Igreja Católica do ano 998, quando o abade Odilo de Cluny instituiu a data para orações pelos falecidos. No Brasil, a tradição levou milhões de pessoas aos cemitérios neste domingo para levar flores, acender velas e rezar pelos entes queridos. O movimento nos cemitérios da cidade onde Edson atua dobrou em relação aos dias comuns.

A persistência do ofício artesanal contrasta com a modernização do setor funerário. Enquanto grandes redes oferecem pacotes padronizados, pedreiros como Edson mantêm viva a técnica de assentamento manual e o conhecimento sobre materiais locais. Cada túmulo carrega, além da estrutura, a história de quem o construiu e de quem nele descansa.

A história de Edson ilustra como profissões ligadas à memória e ao luto resistem ao tempo, sustentadas pela valorização do trabalho feito à mão e pelo significado que as famílias atribuem ao cuidado final.

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